Em uma noite escura, vagueava entre a floresta. De longe, pude ver uma luz diferente. Um pouco depois, um urro de dor me chamou a atenção. Eu corri em direção a ele, porém, quando cheguei, havia apenas um rastro de sangue. Um barulho entre as árvores me levou até uma Cabana Vermelha. Era pequena e parecia antiga. Espiei pelo buraco da fechadura. Havia um homem. Ele segurava um machado com a lâmina manchada de vermelho. Tinha uma aparência rústica, severa e um tanto macabra. Suas tatuagens mostravam bastante sobre ele. Ninguém podia me ver. Eu sabia disso, pois eu estava morta há meses. Mas, de alguma forma, aquele homem me viu através do buraco. Se levantou e caminhou em direção a porta. Eu paralisei ali. Fiquei intrigada em saber como ele podia me ver. E, ao abrir, ele sorriu para mim e disse com uma voz acolhedora:

“Não fique do lado de fora. Entre!”.

Eu entrei. Meu corpo todo se aquiesceu naquela cabana. E após muito tempo vagando na escuridão e no frio, sozinha, finalmente havia encontrado um lar.

O homem, ainda sorrindo, me entregou uma chave vermelha.

“Essa é a sua casa agora. Fique o tempo que desejar”.

Cheguei a cabana há poucos dias. Podem me chamar de Garota Fantasma, pois é assim que assinarei minhas postagens. Serei responsável em interagir com vocês, nos diversos gêneros do segmento editorial juvenil. E espero que, de agora em diante, possamos ser verdadeiramente amigos.

Garota Fantasma

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